Hoje é o início de uma nova etapa:

inícioCom base no texto acima, concordo e afirmo: “Já acreditei na tristeza, hoje sou aliada da felicidade.” A partir de hoje, obrigo-me a aprender a debochar da maldade, a gargalhar, abrir as cortinas, deixar a luz entrar, me reerguer, me reconstruir, não abrir mão de mim, deixar que vejam que minha alma e minha consciência estão límpidas, lavadas e tranquilas, não baixar a guarda e enfrentar os maus bocados de pé, firme e forte, com fé na alma e Deus no coração. {Flávia, 2015}

Ambiente de trabalho negativo pode causar doenças como depressão e ansiedade

Ambiente hostil pode gerar sérias complicações de saúde, como depressão e síndrome do pânico

Entenda os tipos de ambientes de trabalho e aprenda como identificar o seufoto especialista

Ana Paula Bellati Psicólogo especialista minha vida

Muitas pessoas se perguntam: um ambiente de trabalho hostil pode gerar problemas sérios de saúde? E a resposta, infelizmente, é sim! Transtorno bipolar, síndrome do pânico e depressão são as complicações mais comuns. O estresse proveniente do trabalho, impacta a partir principalmente da ansiedade e a evolução dessa ansiedade, é que pode se tornar uma doença. A negatividade, a insatisfação, o desânimo, a tristeza, a ansiedade progridem a quadros mais graves, porém, quando as pessoas se dão conta da gravidade do problema, já é hora de partir para medicação. Se o ambiente hostil é a causa dessas doenças, isso não consigo afirmar, é como a história do ovo e da galinha, sobre quem vem primeiro. Mas que um ambiente não favorável prejudica a saúde, prejudica. Podemos dizer que o ambiente é o solo onde irão brotar as sementes que forem plantadas. Se plantarmos boa convivência, brotarão confiança e boas ideias e assim o crescimento mútuo acontecerá naturalmente. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), “a adesão aos princípios dos ambientes de trabalho saudáveis, evita afastamentos e incapacidades para o trabalho, minimiza os custos com saúde e os custos associados com a alta rotatividade, e aumenta a produtividade a longo prazo bem como a qualidade dos produtos e serviços”.

Tipos de ambiente de trabalho

Tem estudos que definem bem, os tipos de ambiente. Podemos classificar os ambientes de trabalho em três realidades: negativo, neutro e positivo. Para o ambiente negativo não é preciso muita descrição, é só lembrarmos da maioria dos ambientes que conhecemos. Pessoas eternamente insatisfeitas, o assunto de ponta da língua nos corredores, nos cafés e rodas de conversas é a vida alheia, o insucesso do outro, o quanto o chefe ou fulano é puxa-saco da empresa, ou seja, a famosa e indispensável fofoca. Tudo é comentado com pessimismo e negativismo, há prazer em dizer que não vai dar certo, que deu errado, que não sei quem se deu mal, e o foco é sempre nos pontos negativos da empresa e das pessoas que a dirigem e que participam dela. Assumir algo que não seja sua obrigação, nem pensar! O ambiente neutro é aquele do tanto faz, não importa se as coisas estão caminhando para melhor ou para pior, não faz diferença, não me atinge, não tenho nada com isso, a ordem é “não faça nada que você não tenha que fazer”. O que impera é a energia resignada. Portanto faça o mínimo, falar mal das pessoas só se for com muita descrição e sigilo. Reconhecer e parabenizar o que está correto ou positivo é quase proibido. No ambiente positivo as pessoas têm prazer de se relacionar, as relações são mais verdadeiras, não se julga sem se ter todos os fatos em mãos. Não há inferência, checa-se antes de se deduzir, o importante não é quem está certo, mas sim o que é melhor para o time, se faz questão de entender as pessoas e suas intenções, o objetivo principal é o bem comum. Ser voluntário é um valor notado facilmente. Contribuição e gentileza são evidências. Neste ambiente, não é necessário “tomar conta” das pessoas, o interesse em acertar é maior do que a intenção de negligenciar, por que a vontade de cada um é de fazer o seu melhor e isso se transformou num desafio próprio e deixou de ser apenas mais uma tarefa. No ambiente positivo é onde há inspiração. Se mais gente soubesse mais como criar organizações que inspiram, poderíamos viver em um mundo no qual a estatística seria o reverso – um mundo no qual mais de 80% das pessoas gostariam de seu trabalho. As pessoas que gostam do seu trabalho são mais produtivas e mais criativas. Elas voltam para casa mais felizes e tem famílias mais felizes. Tratam melhor os colegas, os clientes e os consumidores. Colaboradores inspirados ajudam as empresas e a economia a ficarem mais fortes. Às vezes as pessoas nem estão fazendo exatamente o que gostam, mas amam tanto o ambiente, que a relação com esse trabalho se torna prazerosa. É difícil dizer se é a inspiração que faz um ambiente mais positivo ou se é um ambiente positivo que gera inspiração. Mas o importante talvez, nem seja saber qual é o primeiro, mas saber que esses fatores andam juntos. Se talvez o ambiente onde você vive não esteja tão bom, inspire-se, sendo a mudança que deseja ver no mundo. Isso é conselho de Gandhi e funciona. Mas se não sente mais a energia para se empenhar nisso, olhe com atenção para você, vá investigar, porque se a tristeza e o desânimo crescerem sem acompanhamento, a situação pode complicar. Enquanto for só a preguiça, o comodismo, ou o ataque de sempre colocar a responsabilidade no está fora de você, até ai tudo bem, o problema é quando vira mania, quando vira depressão.

Reconhecendo seu ambiente de trabalho

E como se faz para saber se o ambiente do seu trabalho está te fazendo mal? É parar e olhar para o como você se sente no trabalho. A maneira como se vive na sua empresa, abala a sua autoestima? Não estou dizendo que tudo tem que ser sempre um mar de rosas, perto do mundo encantado, por que o ambiente corporativo já tem uma pressão e dificuldades que são inerentes à sua natureza. Estou dizendo para olhar a convivência, as relações. Pense se você está em um ambiente sem confiança, que te faz sentir medo e insuficiente como pessoa. Repense. A prática diária dos valores estabelecidos pela empresa são precursores do ambiente ideal. A verdade, transparência, honestidade, respeito e confiança entre outros, esses são valores que precisam ser levados a sério. Toda circunstância que coloque em risco estes valores tem que ser apurada. Pergunte-se: – Qual você acha que tem sido o impacto de seus comportamentos no seu ambiente de trabalho? – O que você leva com você para o trabalho, faz bem ou faz mal para você e as pessoas ao seu redor? O importante num ambiente de trabalho é o que não se pode ver. Fique atento. E o principal responsável por criar o ambiente positivo ou negativo são as pessoas. Quer pessoas saudáveis? Faça um ambiente saudável. Quer um ambiente saudável? Faça pessoas saudáveis. Comece por você! Ana Paula Bellati é psicóloga, master coach e diretora da UM%, empresa de São Paulo focada em coaching e desenvolvimento de pessoas.

http://yahoo.minhavida.com.br/bem-estar/materias/17625-ambiente-de-trabalho-negativo-pode-causar-doencas-como-depressao-e-ansiedade

Final de Semana!!!

Para quem for se aventurar e se atualizar no ENEM no próximo final de semana (assim como eu) sim, eu vou fazer, primeiro o último que fiz foi em 2010, segundo hoje pra qualquer coisa pedem a nota dele no universo acadêmico e terceiro, se nada der certo, valeu o aprendizado 🙂 (pensou que ia dizer que ia virar hippie né?) kkk

Material da TV Escola sobre questões de Biologia, Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Literatura, Matemática, Química e Redação, boa revisão!

Dica da Marci, sempre antenada e ajudando 🙂 Muito obrigada!

A manada é pra lá [Martha Medeiros]

Hoje ao recapitular anotações (sim, anoto tudo e perco o que anotei), recuperei uma anotação que fiz há algum tempo, quando em um consultório médico, pacientemente esperando ser atendida, folheei uma revista e dei de cara com o artigo “A manada é para lá” de Martha Medeiros, que transcrevo abaixo:

Tem gente me acusando de esnobismo porque não tenho Facebook e Twitter nem gosto de bater perna no shopping ou tagarelar ao telefone. Esse é o problema: ir contra o senso comum hoje é considerado desaforo.

Vou manter o nome dele em sigilo, já que é um renomado cirurgião, mas vou delatar o crime: meu pai não tem celular. Em sua defesa, ele diz que pode ser encontrado no consultório ou em casa, esses dois telefones bastam, sempre bastaram. “Mas, pai, e se teu carro pifar no meio da estrada? E se te sentires mal durante uma caminhada na rua? E se te atrasares no caminho para buscar a namorada?” Ele é um homem moderno, aos 76 anos tem uma namorada, mas não tem celular.

Eu ficava indignada por ele manter essa inacessibilidade. Parecia que ele estava querendo apenas ser diferente dos outros, e os diferentes sempre dão a entender que são mais evoluídos, que possuem uma sabedoria que nós, reles mortais, jamais conseguiremos atingir. Como ele pode prescindir de um aparelho imprescindível? Ora, imprescindível para mim, para você. Para ele, não é. Só então lembrei como também costumo ser patrulhada.

Faz pouco tempo, uma amiga demonstrou uma irritação descabida comigo. Não entendi: “O que foi que eu fiz?”. Ela disse que eu fazia isso só pra me exibir. “Isso o quê, criatura?”. Não conseguia adivinhar o que a magoava, até que ela esclareceu. “Você não tem Facebook nem Twitter para se sentir superior”.

Eu realmente não uso as redes sociais. Sei que tem Faces que divulgam frases minhas, e que há alguns perfis de pessoas que fazem de conta que sou eu, mas não sou eu. Não é para me sentir superior ou inferior: simplesmente não tenho tempo sobrando. Á é um esforço conseguir manter a caixa de e-mails razoavelmente atualizada, para que procurar mais encrenca na minha vida? Meu tempo ocioso é sagrado; Expliquei para minha amiga que não era nada pessoal, que ela relaxasse, mas aquele dia ela estava surtada pela TPM. O Face e o Twitter eram apenas os primeiros itens de uma longa lista que ela havia mentalmente preparado para me condenar à exclusão.

“E quanto a não idolatrar a ajuda das empregadas, como qualquer outra mulher atarefada?”. Não acreditei que estava tendo essa conversa. Lembrei que uma semana antes havia comentado que a hora mais feliz do meu dia era quando a empregada saía pela porta dizendo:” Até amanhã, dona Marta”. É uma funcionária exemplar que esta comigo há mais de 20 anos. Trabalha de segunda a sexta das 10 às 16 horas, e ainda vibro quando ela pede pra sair mais cedo. Adoro escutar a porta batendo e a sensação de que estou sozinha em casa. Jamais cogitaria que alguém trabalhasse para mim à noite ou as sábados (já devo ter levado muita chibatada no tronco em outra encarnação). Preciso do serviço dela porque ainda tenho filhas morando comigo, um apartamento grande e tal. Mas chegará o dia em que, filhas no mundo e apartamento menor, ficarei no meu canto tomando conta de mim mesma. Minha amiga acha isso o cúmulo do esnobismo.

“E sobre não gostar de bater perna em shopping?” Ué, não gosto, é pecado? Vou quando tenho que comprar um presente ou quando preciso de algo especifico, mas não me convide para uma tarde olhando vitrines. Experimentar roupas em cabine de loja me faz simpatizar com a morte.

“Mas de dirigir você gosta, não gosta?” Amo. “Mesmo com esse transito esquizofrênico?” Mesmo. “E vem dizer que não está bancando a diferente”.

Pelo andar da carruagem, eu sabia que a discussão iria acabar nos contos de fadas, e não demorou nada. Logo ela tirou da manga a vez em que contei que, quando menina, meu desenho animado favorito não era o da Gata Borralheira nem o da Branca de Neve. Sempre fui fã do Mogli. Minha amiga não se conforma até hoje. “Claro, a fanática pela vida na selva, a porta-estandarte da liberdade, só podia mesmo vibrar com um pirralho criado entre os bichos da floresta, sem pai, nem mãe, nem fada madrinha”.

Não resisti e, só para provocar, comecei a cantarolar a música do urso Balu: “Eu uso o necessário/somente o necessário/o extraordinário é demais/o necessário/ somente o necessário/por isso é que essa vida eu vivo em paz”. Mogli me ensinou a diferença entre o dispensável e o vital, enquanto as princesas tentavam me empurrar goela abaixo que o certo era esperar (deitada e dormindo) pelo surgimento de um príncipe. Por pouco não caí nessa.

Minha amiga tinha mais um item da lista que, segundo ela, me tornava um ser esquisito à beça. “E sobre viajar sozinha, quer me explicar?” Viajar sozinha é outra anomalia que ela não perdoa. “Não é possível que você goste. Confesse: você chora escondida no quarto do hotel. Ninguém pode considerar agradável sentar num restaurante em Paris e conversar somente com seus botões.”

Bom, eu nunca escondi que me derreto por uma lua de mel: claro que a melhor coisa do mundo é viajar com o amor da nossa vida. Mas, se durante um período de entressafra, o amor da sua vida for apenas você mesma, vai ficar mofando em casa a troco de quê? Qual o problema de dar um giro por Roma, Nova York, Buenos Aires? Humm, já começo a ter ideias.

O problema é que ir contra o senso comum é considerado um desaforo. Mulher tem que adorar falar ao telefone (detesto), tem que torrar o salário em bolsas e sapatos (prefiro colares e pulseiras), tem que ter lido e amado Cinquenta Tons de Cinza (há outras prioridades na minha mesa de cabeceira) e tem que sonhar em perder 2 quilos.

Ufa, agora encontrei minha turma. Também sonho em perder ao menos 2.

Todos nós somos diferentes e idênticos, dependendo do que se trata. Temos desejos e angústias parecidas, e desejos e angústias únicas. Uns são mais iguais que outros, uns são mais estranhos que os demais, e essa saudável miscelânea é que dá graça à vida. Não há mais sentido em falar em “rebanho”, como se houvesse uma tribo hegemônica e o resto fosse periférico e marginal. Além do rebanho, há alcateias, cáfilas, cardumes, manadas, bandos variados que se frequentam e se divertem mutuamente. Que ninguém se sinta ameaçado em suas convicções sobre o que é “normal”. Tudo é normal, desde que não faça mal.